Imagens em posse da PF mostram tapa no braço do filho de Moraes

    Segundo relatos da PF no Brasil, as imagens mostram que o filho de Moraes levou um tapa no braço; o acusado nega

    Foto: Reprodução / TV Globo

    As imagens das câmeras de segurança do aeroporto de Roma comprovam a versão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, de que seu filho levou um tapa de um dos brasileiros que xingaram o magistrado e sua família.  O conteúdo foi enviado pela Interpol da Itália para a Interpol do Brasil, que recebeu no início da tarde desta quinta-feira (20), no horário do Brasil, início da noite em Roma.

    Segundo relatos da direção da PF no Brasil, as imagens mostram que o filho de Moraes, que também se chama Alexandre, levou um tapa no braço. O tapa teria resvalado nos óculos do jovem, conforme a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

    Os próximos passos são o envio desse material para o delegado da PF que cuida do inquérito em Brasília, para, de imediato, passar por perícia.

    O golpe foi desferido pelo empresário Roberto Mantovani Filho, de 71 anos. O empresário, por sua vez, admitiu à PF ter afastado o filho de Moraes com o braço, mas afirmou não recordar se deu um empurrão ou um tapa.

    Moraes e seu filho foram agredidos por três brasileiros no aeroporto internacional de Roma na sexta-feira (14) quando retornavam ao Brasil após participar de uma palestra na Universidade de Siena.

    De acordo com a PF, a família foi abordada no Aeroporto Internacional de Roma por uma mulher identificada como Andreia, que xingou o ministro de “bandido, comunista e comprado”.

    O filho do ministro teria sido agredido fisicamente pelo empresário Roberto Mantovani Filho, 71 anos, marido de Andreia. O casal vive em Santa Bárbara D’Oeste, no interior de São Paulo.

    Em depoimento à PF, Alex Zanatta Bignotto, genro de Roberto Mantovani, negou ter proferido ofensas ao magistrado. A informação é do advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho, que representa os três suspeitos.

    A suposta agressão, que está sendo investigada pelos dois países, teve uma grande repercussão no meio político e jurídico brasileiro. A PF instaurou inquérito para apurar acusações de agressão, ameaça, injúria e difamação contra o ministro.