Defesa de Bolsonaro diz que divulgação de depósitos Pix é uma criminosa violação de sigilo

    Ex-presidente recebeu mais de R$ 17 milhões entre janeiro e julho, segundo relatório do Coaf

    Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

    Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) afirmaram nesta sexta-feira (28) que o vazamento e divulgação dos depósitos via Pix realizados ao ex-presidente “consiste em insólita, inaceitável e criminosa violação de sigilo bancário”.

    Segundo a Folha de São Paulo, a defesa do ex-presidente ainda disse que os valores repassados via Pix “são provenientes de milhares de doações” feitas por apoiadores de Bolsonaro. “Tendo, portanto, origem absolutamente lícita.” Os advogados afirmaram, na mesma nota, que vão tomar “providências criminais cabíveis para apuração da autoria da divulgação de tais informações”.

    “A ampla publicização nos veículos de imprensa de tais informações consiste em insólita, inaceitável e criminosa violação de sigilo bancário, espécie, da qual é gênero, o direito à intimidade, protegido pela Constituição Federal no capítulo das garantias individuais do cidadão”, afirmaram os advogados Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser e Fabio Wajngarten (que foi secretário de Comunicação Social do governo anterior).