8/1: Motivo da briga do chefe da Guarda Presidencial com PM é revelada pelo exército, diz coluna

    Ofício enviado pelo Exército ao Ministério da Defesa detalha a briga

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    De acordo com a coluna Guilherme Amado do Metróploes, o Comando do Exército enviou ao Ministério da Defesa um ofício em que detalha a briga entre o ex-comandante do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) Paulo Jorge Fernandes da Hora e policiais militares durante os ataques ao Congresso Nacional no dia 8 de Janeiro.

    A discussão entre Hora e os policiais aconteceu no Palácio do Planalto e foi flagrada em vídeo. O Exército afirmou que desentendimento começou após a situação ter sido controlada no interior do Palácio. O ofício diz que o BGP, àquela altura, havia isolado o lado leste do Palácio e tinha formado um cordão para impedir o acesso dos golpistas aos locais desocupados.

    De acordo com o Exército, o desentendimento foi contornado após um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ter informado que, “por ordem do Ministro do GSI, a partir daquele momento, a PMDF passaria a realizar as prisões dos manifestantes que se encontravam no interior do Palácio”. O GSI era chefiado, à época, pelo general Gonçalves Dias, o G. Dias.

    Ainda segundo a coluna do Metrópoles, o ofício é datado do último dia 26 e foi assinado pelo general de divisão Francisco Humberto Montenegro Junior, chefe do gabinete do Comandante do Exército. O documento foi compartilhado com a CPMI do 8 de Janeiro. O ex-comandante do Batalhão da Guarda Presidencial deixaria o comando do BGP em fevereiro, mas o desligamento aconteceu ainda em janeiro, por pressão do Planalto. A divulgação do vídeo em que o militar discutia com a PM fez com que o governo desconfiasse da atuação de Hora durante a repressão aos golpistas.