Antes mesmo de ser empossado vereador na Câmara Municipal de Salvador, o pedetista Randerson Leal (foto) coloca seu mandato em risco. O ato de posse está marcado para esta quarta-feira (2) e, em oito dias o diretório municipal do PDT já tem encontro marcado para tratar, dentre outras pautas, do posicionamento do futuro edil em relação às orientações partidárias. Em conversa com o bahia.ba, após Leal declarar que, independentemente, de a sigla ocupar a vice-prefeitura, com Ana Paula Matos, fará oposição ao prefeito Bruno Reis (UB), o presidente municipal da sigla, deputado federal Leo Prates, reforçou que o Partido Democrático Trabalhista apoiou a eleição de Bruno Reis, apoia a sua gestão na Câmara e, se Randerson decidir trilhar por um caminho diferente estará incorrendo em infidelidade partidária.
“Respeito muito o vereador Randerson, é uma jovem liderança do partido, que possui uma filiação antiga, mas apoiamos Bruno Reis na eleição e apoiamos sua gestão na Câmara. No próximo dia 10, nos reuniremos, momento em que o PDT municipal debaterá várias questões, e também a de Randerson. Se ele não apoiar a gestão de Bruno Reis estará incorrendo em infidelidade partidária”, frisou.
Prates chamou atenção ainda, tratar-se de uma aliança que decorreu da executiva nacional.
“Essa não é uma decisão minha. Conforme o estatuto, qualquer aliança no município de Salvador passa pela Executiva nacional e a aliança com Bruno Reis passou pela Executiva nacional. Então, usando a palavra do vereador de ele é um brizolista histórico, esperamos que ele honre a nacional e a municipal [executivas] do partido”, reforçou, esclarecendo que a condução da atuação do vereador será analisada.
O presidente estadual da sigla, deputado federal Félix Mendonça Júnior, em rebate às declarações do correligionário que afirmou que seu maior sonho nesse momento ‘é lutar’ para o PDT marchar com o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), pontuou que o PDT foi e continua sendo oposição ao governo Jerônimo na Bahia.
“Não votamos com ele, apoiaremos tudo que for a favor da Bahia, mas manteremos nossa posição de oposição”, .
Os dirigentes refutaram ainda, a declaração de Randerson de que ele não era do partido de Ana Paula, mas sim Ana Paula do dele, em referência a ser ‘brizolista raiz’.
“A fala dele não condiz com o que prega o presidente Lupi[Carlos, executiva nacional], Félix Mendonça Júnior [estadual], com o que eu prego. Ana Paula Matos faz parte do partido, é uma liderança importante da legenda, uma mulher que tem o seu valor, então espero que isso tenha sido num momento de empolgação”, disse Prates.
Félix concluiu, limitando-se a afirmar que: “se Ana Paula não é do partido dele, eu também não sou”.

