Discordância entre líderes, diz Cajado sobre adiamento de votação do marco fiscal na Câmara

    Relator da proposta na Casa Baixa, parlamentar baiano ressalta que apreciação de texto aprovado no Senado deverá ser apreciada pelos deputados na próxima semana

    Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

    O deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), relator do marco fiscal na Câmara, informou que a votação da proposta foi adiada devido a divergências de opinião sobre como lidar com o texto aprovado pelo Senado.

    “Quando foi colocada a questão do arcabouço, para ver se poderíamos pautar, houve uma discordância: alguns líderes acharam que tinha que se manter o que o Senado votou, porque teve um viés mais político do que técnico, e outros acharam que não”, disse em entrevista à Globo News.

    Cajado destacou que a votação do marco fiscal foi remarcada para a próxima semana.

    Ele também descartou a ideia de que o adiamento se deveu à demora no acordo entre Progressistas e Republicanos na reforma ministerial do governo. Além disso, o deputado enfatizou que o partido Progressistas não dará apoio ao governo do presidente Lula (PT).

    “Não acho que a não definição de, eventualmente, algum quadro do Partido Progressista em integrar o governo como ministro de Estado possa estar trazendo algum ruído nessa matéria”, argumentou o parlamentar baiano.

    O deputado assegurou que pautas como o marco fiscal e a reforma tributária serão tratadas de forma imparcial, sem envolvimento político.