Técnicos do TCU querem apuração dos gastos de Bolsonaro no encontro com embaixadores

    Ministério Público junto ao TCU pediu que tribunal apure o custo do evento que deixou Bolsonaro inelegível

    Foto: Lula Marques/Agência Brasil

    Área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu que a Corte apure os gastos do evento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com embaixadores para questionar a veracidade das urnas eletrônicas. Os técnicos concordaram com um pedido do Ministério Público de Contas, feito em julho. A solicitação pode gerar um ressarcimento aos cofres públicos.

    “É possível verificar que se está diante do uso da máquina pública com desvio de finalidade, tanto pelo fato de ter havido a difusão de informações inverídicas quanto ao sistema eleitoral brasileiro, quanto pelo fato de o então presidente ter buscado se beneficiar pessoalmente”, escreveu o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado.

    A reunião entre o ex-presidente e os embaixadores foi crucial para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisasse a conduta do ex-mandatário, a qual tornou Bolsonaro inelegível pelos próximos oito anos. Neste processo, a defesa de Bolsonaro  subestimou o custo do evento, alegando que o ato no Palácio da Alvorada custou apenas R$ 12 mil e foi “verdadeiramente franciscano”.

    O balanço feito pelos advogados despreza outros gastos de dinheiro público, bem como os débitos feitos através da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para  transmitir ao vivo o evento com Bolsonaro e embaixadores no Alvorada. Para a live, foram usados R$ 20,5 mil.