‘Pensamento mesquinho e visão separatista’, diz Lídice sobre Romeu Zema

    "Visão pequena em um momento em que o país precisa, acima de tudo, de união"

    Foto: Fernanda Chagas / bahia.ba

    A deputada federal Lídice da Mata (PSB) criticou o posicionamento do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre a criação do Consórcio Sul-Sudeste (Cossud) em busca de “protagonismo” no Brasil. Em entrevista ao bahia.ba, a parlamentar classifica como “mesquinho” e “separatista” o pensamento do gestor mineiro. 

    “O governador Zema demonstra um pensamento muito mesquinho. O Norte, Nordeste e o Centro-Oeste são as regiões de maior índice de pobreza com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) menor no nosso país. É absolutamente normal que haja um fundo para combater essa pobreza nessa região. Não quer dizer que não exista pobreza na região sul e sudeste, mas essas regiões são muito mais ricas e podem desenvolver políticas de combate à pobreza”, diz Lídice. 

    A declaração de Zema sobre o desenvolvimento de uma frente Sul e Sudeste foi dada em uma entrevista à Folha de São Paulo, veiculada no sábado (5). Essa não é a primeira vez que falas de Zema repercutem negativamente na mídia com relação aos regiões Norte e Nordeste do país. 

    Em junho, durante a abertura da 8ª Edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), Zema afirmou que nos estados que compõem o bloco “há uma proporção muito maior de pessoas trabalhando do que vivendo de auxílio emergencial”. 

    “A visão dele é uma visão separatista, uma visão ruim, uma visão que divide o Brasil. Isso é o oposto do que deve pensar alguém que pensa no Brasil. Ela tem uma visão pequena, separatista em um momento em que o país precisa, acima de tudo, de união”, completou a congressista. 

    Após a fala de Romeu Zema, o Consórcio do Nordeste emitiu uma nota oficial sobre o tema. No texto, é relatado que o “enquanto o Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica de um país subalterno, dividido e desigual”. 

    “A união regional dos estados Nordeste, e também do Norte, não representa uma guerra contra os demais estados da federação, mas uma maneira de compensar, pela organização regional, as desigualdades históricas de oportunidades de desenvolvimento”, reitera o Consórcio em comunicado.