Auxiliares de Bolsonaro deixaram 17 mil e-mails acessíveis na lixeira

    Um desses e-mails é o da servidora que responde a Mauro Cid sobre pedido de venda de relógio da marca Rolex

    Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
    Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

     

    Ex-ajudantes de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro excluíram, pelo menos, 17.354 e-mails funcionais de suas caixas de entrada. A informação é do G1 e daq TV Globo, que tiveram acesso ao material, que foi enviado à CPI dos Atos Golpistas de 8 de janeiro.

    Segundo a publicação do G1, a relação de e-mails foi encontrada na pasta Lixeira de cada um dos ajudantes de ordem. De acordo com a empresa responsável pelo programa de gestão de e-mails, para que os itens fossem excluídos definitivamente, era preciso ir até a lixeira e excluir novamente a relação. Apenas o ajudante de ordens Danilo Calhares não tinha e-mails excluídos ainda na caixa.

    Foi na lixeira de e-mails de Mauro Cid, coordenador-geral dos ajudantes de ordem, que aparece o e-mail de Maria Farani, ex-assessora do gabinete pessoal da Presidência, sobre a tentativa de venda de um Rolex por US$ 60 mil — o equivalente, hoje, a R$ 292 mil. O relógio, segundo mensagens dos ajudantes de ordens, foi recebido em viagem oficial.

    Já na lixeira de Osmar Crivelatti, que hoje trabalha como servidor de apoio ao ex-presidente Bolsonaro, que aparece o e-mail falando sobre a existência de pedras preciosas recebidas por Jair Bolsonaro durante uma viagem de campanha pela reeleição, em outubro de 2022, para Teófilo Otoni (MG).