CPI do 8/1 avalia nova convocação de Mauro Cid

    Desta vez, o ex-ajudante de obras de Bolsonaro deve esclarecer sobre a suposta negociação de um relógio da marca Rolex recebido em uma viagem oficial

    Foto: Lula Marques/Agência Brasil

    O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos do 8 de janeiro, deputado federal Arthur Maia (União Brasil) informou, nesta quarta-feira (8), que vai submeter a votação o requerimento solicitado pelo vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (PT), para uma nova convocação do tenente-coronel Mauro Cid.

    Esta nova solicitação pede que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (PL) esclareça sobre a suposta negociação de um relógio da marca Rolex recebido em uma viagem oficial, após divulgação de uma troca de e-mails, em posse do colegiado. A convocação será analisada pelos parlamentares na próxima sessão.

    No requerimento, o deputado diz que “a situação já se mostra irregular em si já que venda de relógios não está dentre as funções do ajudante de ordens” e que “a tentativa de vender relógio que foi recebido como presente oficial se constitui crime de apropriação ilegal de bem público”.

    A CPMI também está apurando transações realizadas por Cid. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de combate à lavagem de dinheiro, apontou que o militar movimentou R$ 3,2 milhões em seis meses e que operação é incompatível com o patrimônio dele, que recebe R$ 26 mil por mês como oficial do Exército.

    O militar já prestou depoimento à CPMI no último dia 11 de julho. Na oportunidade, ele não respondeu a nenhum dos questionamentos.