Venda ilegal de presentes de Bolsonaro movimentou R$1 milhão, aponta PF

    A conta do general Cid teria sido, inclusive, utilizada para recebimento dos valores

    A Polícia Federal (PF) aponta que a venda ilegal dos presentes recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria feito seu grupo se beneficiar em pelo menos R$ 1 milhão. A comercialização dos objetos gerou lucros aos assessores Osmar Crivelatti e Marcelo Câmara, o tenente-coronel Mauro Cid, o general Mauro César Lourena Cid e o advogado Frederick Wassef.

    Segundo o documento da PF que embasou a operação desta sexta-feira (11), existe a suspeita de que Bolsonaro recebia a verba das vendas irregulares de presentes em dinheiro vivo. Os valores totais ainda estão sendo investigados, já que parte dos bens foi recomprada pelos investigados, devido a devolução ao Tribunal de Contas da União (TCU). A conta do general Cid teria sido, inclusive, utilizada para recebimento dos valores.

    A busca e apreensão feita pela PF contra Mauro Cid resultou na identificação de um comprovante de saque de uma conta de seu pai, o general Mauro César Lourena Cid, nos Estados Unidos.

    Veja o que diz o documento: “Apreendeu [a investigação] um comprovante de retirada no valos de US$ 6.000,00 (seis mil dólares), realizado no dia 18/1/2023, da conta com final 5691, banco “BB Américas”, em conjunto com um maço de US$ 2.000,00 (dois mil dólares) em cofre na residência do referido investigado. Na análise realizada, a Polícia Federal identificou “mensagens enviadas por LOURENA CID a seus filho MAURO CID, na data de 12 de junho de 2022, com dados de uma conta bancária no BB Américas, em que o número da conta tem os mesmos quatro últimos dígitos da conta que aparece no recibo de saque acima descrito, indicando que a referida conta bancária pertence, possivelmente, a MAURO CESAR LOURENA CID”.