Prefeito volta a questionar dados do IBGE, mas diz que Salvador não perderá recursos do FPM

    Segundo o prefeito, impacto financeiro a partir do Censo 2022 não será negativo para a administração soteropolitana

    Foto: Gabriela Araújo/bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) comentou nesta segunda-feira (14) sobre os efeitos que as mudanças no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) pode trazer para as contas de Salvador. Segundo o mandatário, Salvador não perdeu recurso dessa fonte, mas voltou a relativizar os dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a população soteropolitana.

    FPM é a maneira como a União repassa verbas para os municípios brasileiros, cujo percentual, dentre outros fatores, é determinado principalmente pela proporção do número de habitantes estimado anualmente pelo IBGE.

    Os dados do Censo divulgados neste ano apontam que Salvador foi a cidade brasileira com maior perda de população nos últimos 12 anos. Atualmente, a cidade tem 2.418.005 habitantes, um declínio de 9,6% em comparação com 2010, quando foi feito o último recenseamento. Na época, Salvador era a terceira maior capital do país, com 2.675.656 moradores. Com a redução, a capital baiana passa a ocupar a 5ª posição no ranking, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza.

    “Aqui em Salvador nós não tivemos perda do FPM. Volto a dizer, os dados do IBGE, quem sou eu pra questionar o IBGE, mas recentemente eu recebi do Tribunal Regional Eleitoral, nós temos 83% da população votante. Então, é 1.892.000 eleitores pra uma população de 2.400.000 habitantes. Quando passa de 75%, já é obrigado o TRE fazer a correção eleitoral porque há suspeita de fraude. Geralmente a média é de 65% a 70% de eleitores. É evidente que esses números [do IBGE] não batem, mas volto a dizer, não prejudicou em nada a nossa cidade. O impacto em toda nossa arrecadação, pelo contrário, nossa participação no bolo do FPM vai aumentar com esse com essa atualização dos dados do IBGE”, destaca o prefeito.

    Bruno ainda enumera que as mudanças do FPM a partir dos dados do IBGE aumentarão o repasse para áreas, como a Saúde. “Efetivamente na Saúde, nós tínhamos 62%de cobertura. Se os dados do IBGE tiverem corretos, nós vamos pra 71,2%. O Ministério da Saúde preconiza 70% pra universalizar. Então já universalizamos a oferta da atenção básica. Vejam os números, do impacto que eles têm em cada área, mas na área financeira não teve nenhum impacto pela cidade. A UPB e diversas outras entidades estão caminhando para juridicamente questionar e naturalmente nós vamos esperar o resultado dessas ações”.