Prefeito se posiciona sobre greve dos professores: ‘Esvazia o direito à educação’

    Professores de Camaçari estão em greve desde a sexta-feira (11) cobrando melhores condições de trabalho e atualização do piso da categoria

    Foto: Reinaldo Oliveira / bahia.ba

    O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo, se posicionou sobre a greve dos professores da rede municipal, deflagrada na última sexta-feira (11). Em nota enviada ao bahia.ba por meio da assessoria, o gestor municipal criticou a greve, mas afirmou que determinei à Secretaria Municipal de Educção (Seduc) que implemente todas as estratégias legais e pedagógicas para garantir o funcionamento de nossas unidades escolares, reafirmou o gestor.

    “A greve, além de esvaziar o direito à educação, retira dos estudantes o direito à refeição diária e, ainda, compromete a organização familiar de mães e pais que têm na escola pública um local seguro e gratuito para deixar os filhos enquanto trabalham em busca do sustento familiar. É por isso que, em nome do interesse público, determinei à Seduc que implemente todas as estratégias legais e pedagógicas para garantir o funcionamento de nossas unidades escolares”, reafirmou o gestor”, disse.

    Em nota, a prefeitura informou que o Elinaldo se reuniu ainda na sexta com a pasta e afirmou que ele tem “empreendido esforços para manter a estrutura necessária à oferta de aulas nas unidades de ensino, evitando que os estudantes fiquem desassistidos durante o movimento suspensão das atividades. O prefeito Elinaldo Araújo acrescenta que reconhece o qualificado trabalho dos educadores e reafirma a importância de a escola estar aberta para todos, bem como dos reflexos da greve sobre o aprendizado, alimentação e organização das rotinas diárias das famílias camaçarienses”, disse,

    Entre as reivindicações, a categoria cobra melhores condições de trabalho, atualização do piso e aponta falta de cuidadores nas escolas para estudantes com alguma deficiência e auxiliares de classe e cobra a melhoria nas condições de trabalho. Segundo a presidente do Sindicato das Professoras e Professores da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), Sara Santiago, a “Educação de Camaçari está sofrendo um colapso”.

    O prefeito negou que haja, por parte da prefeitura, qualquer tipo de pendência. “Ao tomar conhecimento, o prefeito Elinaldo Araújo destacou a importância de que seja cumprida a liminar parcial expedida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que obriga o Sispec a manter durante a greve o contingente de ‘60% dos servidores lotados em cada unidade de ensino, como forma de diminuir os danos causados à coletividade’. O prefeito reitera o compromisso da gestão municipal com a educação e esclarece que não há, por parte da Prefeitura de Camaçari, qualquer tipo de pendência no que diz respeito ao cumprimento do piso salarial dos professores, determinado pelo Ministério da Educação, já que as atualizações foram efetivadas não havendo na rede professor, no início da carreira, recebendo menos que R$ 4.420,55, acrescido de 30% de gratificação”.

    Apesar de negar que haja pendências, o prefeito diz que foram feitos estudos de impactos financeiros e um grupo de trabalho interinstitucional foi instituído para analisar o processamento dos direitos e avanços da carreira do magistério (Portaria nº 02/2023), “ações que atestam a atenção e respeito às pautas da categoria. Além disso, a administração municipal tem garantido, anualmente, o pagamento das progressões funcionais dos avanços de carreira e das gratificações previstas no plano de carreira da categoria”.