Jerônimo sobre papel da PM: ‘Nossa ordem é de proteção à vida, independente de quem seja’

    Jerônimo atribuiu aumento da violência à disputa entre grupos criminosos, afirmou que a ordem não é matar, mas garantiu que ‘a polícia não vai ficar refém’

    Foto: Jorge Oliveira/bahia.ba

    Diante de pesquisas que apontam a Bahia como líder no país em letalidade policial, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a afirmar que a orientação de sua gestão é para ‘proteção à vida, independente de quem seja’, atribuiu o aumento da violência à disputa entre organizações criminosas rivais, mas prometeu que o estado “não vai ficar refém”.

    “Hoje eu assisti pelo menos umas duas ou três televisões na saída e o que vocês noticiaram hoje pela manhã é claramente uma disputa de corporações criminosas. Eles têm inteligência, eles fazem a disputa e a polícia não vai ficar refém disso. O estado da Bahia não vai ficar refém disso”, declarou o chefe do Executivo baiano, nesta quinta-feira (17), durante coletiva de imprensa, em Salvador.

    “Vou repetir o que eu falei no Farol da Barra com vocês. A ordem minha, a todo o comando da polícia, ao meu efetivo, é que a gente não saia disposto a matar”, disse o petista, segundo o qual, os agentes de segurança têm sido orientados a prender os suspeitos, para, inclusive, ajudar na ação de inteligência, e na sequência encaminhá-los à Justiça, para que ela “faça valer” seu papel.

    “Nosso papel é de prisão, não é de de tiro. Nossa ordem é de proteção à vida, independente de quem seja. Do povo baiano e do povo que vem visitar a gente”, reforçou o governador, salientando, no entanto, que a polícia “tem que ser firme na sua função e estar presente”.

    Durante a entrevista, Jerônimo lembrou ainda dos novos casos de ônibus incendiados registrados em Salvador nesta semana e afirmou que tais ações se tratam de “uma reação ao papel que a polícia vem fazendo”.

    Ao comentar o recrudescimento da violência na Bahia, o governador também atribuiu o fenômeno à “migração do crime organizado”, que segundo ele, se dá inclusive para outros estados do Nordeste. “Pernambuco também aparece dessa forma, mas nós estamos sendo firmes”, garantiu o petista, que elencou ações a exemplo de contratação de pessoal, compra de viaturas e novos equipamentos, além do uso de reconhecimento facial, para reforçar como paradigma de sua gestão os três “i”s: integração, investimento e inteligência.