Após acusações a militares feitas por hacker, Múcio diz que ‘tudo precisa ser apurado’

    Ministro da Defesa disse à colunista que já solicitou à PF que investigue se há registros de entrada de Delgatti no Ministério da Defesa durante a gestão Bolsonaro

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se comprometeu a oferecer “uma resposta à sociedade” e defende uma investigação profunda em relação às acusações direcionadas aos militares, que alegadamente teriam participado de ações golpistas, incluindo questionamentos sobre a integridade das urnas eletrônicas e apoio a acampamentos pró-mudança de poder pelas Forças Armadas.

    “Para as Forças Armadas, tudo precisa ser apurado. Tudo. Nós vamos tomar as providências. Isso eu garanto. Se alguma acusação for comprovada, nós vamos agir”, sustenta o ministro em entrevista a colunista Daniela Lima, do G1.

    Na quinta-feira (17), o hacker Walter Delgatti Neto afirmou, como exemplo, que influenciou o então ministro da Defesa de Bolsonaro a contestar a confiabilidade das urnas eletrônicas. Além disso, Delgatti também alegou manter contato com o comandante do Exército por meio de um coronel, que supostamente lhe enviava mensagens de apoio à causa golpista, inclusive enviando vídeos dos acampamentos montados após a derrota nas eleições.

    José Múcio indicou ter solicitado à Polícia Federal que investigue se há registros da entrada do hacker no ministério, ainda durante o governo Bolsonaro. Além disso, também afirmou ter requisitado eventuais registros de conversas mantidas pelo hacker com membros das Forças Armadas.

    “Aqui, não encontramos, nem em vídeo, nem em registro por escrito o ingresso desse personagem na pasta”, disse o ministro antes de asseverar: “Se houver comprovação, vamos dar uma resposta à sociedade”.