Carlos Bolsonaro mantém assessores investigados por rachadinha em gabinete

    Um dos investigados é o chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes, que recebe salário de quase R$ 26 mil da Câmara do Rio

    Foto: Reprodução/Twitter (@carlosbolsonaro)

    O vereador Carlos Bolsonaro mantém quatro assessores investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-Rio) por suposta prática de rachadinha em seu gabinete. 

    De acordo com a coluna Guilherme Amado, do Metrópoles, um dos investigados é o chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes. Ele recebe salário de quase R$ 26 mil da Câmara do Rio. 

    Segundo o laudo do Laboratório de Tecnologia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do Ministério Público do Rio de Janeiro, Fernandes recebeu o montante de R$ 2 milhões de contas de servidores nomeados por Carlos. O militar-reformado, além da quantia milionária, teria feito ainda 858 saques com valores superiores a R$ 500. 

    O assessor Alexander Florindo Baptista, segundo o MP do Rio, repassou R$ 212 mil para o chefe do gabinete de Carlos Bolsonaro entre 2015 e 2018. Já Thiago Medeiros da Silva, que atua como consultor, teria repassado R$ 52.800, em 52 lançamentos para Fernandes. 

    Edir Barbosa Góes é apontado pelo MP por colocar familiares para trabalhar no gabinete como supostos funcionários fantasmas. O assessor, a esposa, os filhos e a irmã sacaram um total de quase R$ 5 milhões entre 2005 e 2019.