Polícia Federal inicia perícia em celulares de Frederick Wassef

    Cúpula da PF e ministro Alexandre de Moraes determinaram que nada da perícia seja vazado para evitar comprometimento de investigações

    Foto: Pedro França / Agência Senado

    Apreendidos pela Polícia Federal (PF) na noite da última quarta-feira (16), os quatro celulares do advogado Frederick Wassef já estão em Brasília, para trabalho de perícia, que já foi iniciado. A informação é de Daniela Lima, em seu blog, no G1.

    Segundo relataram investigadores à jornalista, o despacho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determina um prazo de 30 dias para que a PF conclua a apuração.

    Para a polícia, os telefones apreendidos com Wassef são considerados “peça-chave” na já robusta investigação do caso das joias presenteadas por autoridades estrangeiras à Presidência da República e vendidas de forma irregular nos Estados Unidos por auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Pessoas envolvidas na apuração relataram à jornalista que a cúpula da Polícia Federal e o próprio Moraes determinaram que nenhum aspecto da perícia seja vazado, para evitar comprometer as investigações. “A hora é de apurar, não de fazer manchete”, disse uma fonte.

    Após ter sido alvo da Operação Lucas 12:2, da PF, o advogado primeiro disse ser alvo de “total armação”, mas depois admitiu ter recomprado uma das peças, um relógio rolex. “Eu comprei o relógio. A decisão foi minha, não fiz a pedido de Bolsonaro nem de Mauro Cid e não foi uma recompra, porque eu nunca vi esse relógio antes. Eu fiz um favor para o governo brasileiro que me deve R$ 300 mil. E fiz o relógio chegar ao governo”, disse ele.