‘Desvios de conduta são repudiados e corrigidos’, diz o comandante do Exército

    Pronunciamento ocorre em um momento em que diversos militares que desempenharam funções no governo Bolsonaro estão sendo investigados

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Nesta sexta-feira, 25, o general Tomás Paiva, comandante do Exército, enfatizou que a instituição rejeita categoricamente qualquer forma de comportamento inadequado por parte de seus militares.

    O pronunciamento de Paiva ocorreu em um momento em que diversos militares que desempenharam funções no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão envolvidos em investigações, incluindo o ex-ajudante de ordens, coronel Mauro Cid.

    “Vocês são os fiéis depositários da confiança dos brasileiros, que só foi obtida pela dedicação extrema ao cumprimento da missão constitucional e pelo absoluto respeito a princípios éticos e valores morais. Esse comportamento coletivo não se coaduna com eventuais desvios de conduta, que são repudiados e corrigidos, a exemplo do que sempre fez Caxias, o forjador do caráter militar brasileiro”, discursou Tomás Paiva.

    A declaração do alto oficial se deu durante a cerimônia do Dia do Soldado, realizada no Quartel-General, em Brasília. Curiosamente, esse mesmo local serviu como base para bolsonaristas que montaram um acampamento em oposição à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva e a favor de uma possível intervenção militar.

    O evento contou com a presença de Geraldo Alckmin (PSB), presidente em exercício da República; Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal; Augusto Aras, procurador-geral da República; e Juscelino Filho, ministro das Comunicações.

    No início desta semana, o comandante do Exército já havia divulgado um comunicado interno contendo uma série de medidas para reforçar o processo de “fortalecimento da coesão” e valorização da “família militar”. O documento salienta que o “Exército Brasileiro (EB) é uma instituição estatal, apartidária, coesa, integrada à sociedade e constantemente pronta para ação”, ressaltando que os membros da Força devem orientar suas ações pela legalidade e legitimidade, mantendo-se unidos e conscientes das obrigações da profissão militar.