Preso desde maio, Mauro Cid recebeu visita de cinco investigados

    Entre os visitantes estão o general Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens; e dois ex-assessores de Bolsonaro, Osmar Crivelatti e Adriano Alves Teperino

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    Preso desde maio após descoberta sobre falsificação de cartões de vacina, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, recebeu visitas de ao menos cinco investigados em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Conforme Paulo Cappelli, em sua coluna no portal Metrópoles, o tenente-coronel se encontrou inclusive com suspeitos de participar do esquema de venda irregular de joias recebidas pelo ex-presidente, caso em que também está envolvido.

    A lista de visitantes inclui o pai do ex-ajudante de ordens, general Mauro Lourena Cid, que apareceu em uma foto usada na tentativa de vender uma das joias presenteados por autoridades estrangeiras; e Osmar Crivelatti, outro assessor de Bolsonaro que também é investigado pela Polícia Federal por suposta participação no esquema.

    Segundo a coluna, consta na lista de visitas ainda o primeiro-tenente do Exército, Adriano Alves Teperino, também ex-ajudante de ordens. Ele teve a quebra de sigilos solicitada pela CPMI do 8 de Janeiro depois de aparecer em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre Mauro Cid.

    Além deles, Mauro Cid recebeu o coronel Jean Lawand Júnior, apontado como articulador de um suposto plano golpista no final do governo Bolsonaro; e o general Júlio César Arruda, que comandava o Exército Brasileiro na ocasião das invasões aos Três Poderes.