Coronel Lawand tinha imagens com teor golpista no celular

    As imagens estavam salvas no iPhone de Lawand e foram obtidas pela coluna do Metrópoles

    Foto: Divulgação

    O coronel Jean Lawand Júnior, ex-subchefe do Estado Maior do Exército, mantinha nos arquivos do celular imagens com teor golpista e de exaltação à ditadura. Lawand é investigado pela CPMI do 8 de Janeiro por sugerir um golpe de Estado em conversa com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O militar teve o sigilo telemático quebrado pela CPMI.

    As imagens estavam salvas no iPhone de Lawand e foram obtidas pela coluna do Metrópoles. Uma delas tinha um brasão com o slogan “Deus, Pátria, Família, Liberdade”, usado por Bolsonaro na campanha eleitoral, com um pedido de “S.O.S.” às Forças Armadas. É comum ver a mesma mensagem em atos antidemocráticos e em defesa de uma intervenção militar.

    Lawand salvou um print do site Jusbrasil com o artigo 142 da Constituição. Bolsonaristas defendem, de forma equivocada, que o trecho autoriza as Forças Armadas a atuarem como poder moderador, o que permitiria uma intervenção militar em períodos de crise. O STF, em manifestação sobre o tema, classificou a interpretação de “terraplanismo constitucional”.