Félix diz que PDT não precisa se validar e defende que Bruno se posicione após PT sair na frente

    O dirigente avaliou não ver lançamento do nome de Robinson como risco para Bruno hoje, mas ponderou que "eleição é sempre eleição e não se deve brincar"

    Foto: Lucio Bernardo Jr./ Agência Câmara

     

    O presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, ao comentar a decisão do PSDB de, através do presidente da Câmara de Salvador, vereador Carlos Muniz, antecipar a oficialização do apoio ao prefeito Bruno Reis (UB) com vistas para a reeleição em 2024, tema que ele insiste em não debater nem mesmo com seus pares, afirmou em conversa com o bahia.ba, que o Partido Democrático Trabalhista não precisa comprovar uma coalização que já existe.

    Contudo, diante dos avanços no arco de aliança do integrante do União Brasil e, sobretudo, após o PT, principal adversário do grupo, ter saído na frente e lançado o nome do deputado estadual Robinson Almeida para a disputa, defende um posicionamento maior por parte do prefeito.

    “O PT lançou Robinson, natural de Santo Antônio de Jesus, nome pouco conhecido em Salvador, pouco atuante e, demonstra mais uma vez, que os aliados tem que ser subservientes, que os diversos nomes postos à mesa não devem ser analisados e quem quiser que os apoiem”, criticou, analisando, porém, não ver a pré-candidatura petista como um risco ao projeto do prefeito, que vem utilizando insistentemente do discurso de que só tratará sobre eleições em 2024.

    “Hoje, não vejo o lançamento do nome de Robinson como risco para Bruno, mas eleição é sempre eleição e não se deve brincar”, ponderou.

    Diante desse novo cenário, o dirigente pedetista avaliou, no entanto, que: “com o candidato do PT lançado, o apoio do PSDB, avalizado pelo presidente da Câmara, ele [Bruno] deve começar a se posicionar”.

    Sobre o seu partido, Félix Mendonça Jr.,  reiterou que o PDT já faz parte da chapa majoritária com a vice-prefeita, Ana Paula Matos, integra a gestão com a também vice-prefeita na secretária de Saúde, com Décio Martins na Transalvador e Andrea Mendonça na pasta de Relações Institucionais e Internacionais.

    “Portanto, não precisa comprovar uma coalização que já existe. Ou seja, oficializar, demonstrar mais apoio do que este é desnecessário, mas fico muito feliz com a posição importante que Muniz e o PSDB tomaram”, concluiu.