Rosemberg: Estímulo de ódio por Bolsonaro contribuiu para índices de violência na Bahia

    Líder do governo na Alba diz que "segurança pública tem que ser um projeto a partir da União”

    Foto: Jorge Oliveira/bahia.ba

    O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), rebate o colega de parlamento Diego Castro (PL), que fez críticas duras ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) na condução da segurança pública do estado. Em entrevista ao bahia.ba nesta quarta-feira (30), Rosemberg disse que a saída de Jair Bolsonaro (PL) da Presidência da República “abriu portas” para o início de uma política nacional de segurança, e responsabilizou o ex-presidente pelos índices de violência do país. 

    “Só não haveria melhoras na segurança pública se o presidente fosse Bolsonaro. Quando presidente, [Bolsonaro] ao invés de estimular paz e harmonia, estimulou o ódio e a discórdia. Ele estimulou, inclusive, que a sociedade se manifestasse uns contra os outros. O presidente Lula está criando uma política nacional de segurança pública que envolve todos os estados, inclusive a Bahia”, disse Rosemberg.

    O aliado do governador ressaltou que “segurança pública tem que ser um projeto a partir da União”, e que com o retorno de Lula (PT) ao Executivo nacional “tem tudo para melhorar” a área na Bahia. 

    “Não existe fazer segurança pública a partir do estados. A segurança pública tem que ser um projeto a partir da União, que coordena todas as ações nos estados. Lamentavelmente, o que existia de unificação antes de Bolsonaro ele destruiu. Por isso que tem tudo para melhorar a segurança pública na Bahia, pois nós tiramos quem era contrário, que era o Bolsonaro.” 

    Em 2022, a Bahia liderou o ranking nacional do Fórum de Segurança Pública (FBSP) de mortes violentas no Brasil. A relação traz ainda que, das 50 cidades mais violentas do país com população acima de 100 mil habitantes, 12 estão localizadas em território baiano. O município de Jequié ocupa a primeira posição, com 88,8% de taxa de mortes violentas intencionais.