Bruno desconversa sobre 2024, mas diz que mantém diálogo sobre pedidos de aliados

    Prefeito comentou ainda sobre encontro com Muniz e Geraldo Júnior em evento público: ‘encontro de amigos’

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), segue com a estratégia de evitar o assunto “eleição”, mesmo que no grupo opositor e até mesmo entre os seus partidos aliados, algumas definições já estejam em curso tendo como objetivo o pleito de 2024 na capital baiana.

    Questionado pelo bahia.ba, durante agenda oficial nesta quinta-feira (31), sobre quando terá uma definição sobre a sua candidatura à reeleição, Bruno desconversou e manteve o posicionamento de dizer que, no momento, está focado em sua gestão. Até mesmo, deu um “spoiler” sobre uma das atrações do Festival da Virada, destacando que a festa terá, pela primeira vez, uma atração internacional e salientou que será um artista negro.

    “Vamos falar de ‘Novembro Negro’. Vamos falar que a nossa ideia na semana que vem é anunciar a grade o ‘Festival da Virada’. Dando um ‘spoiler’ para vocês, já que a gente está falando de ‘Novembro Negro’, pela primeira vez nós vamos ter uma atração internacional no Festival da Virada e será uma atração negra”, desconversa.

    Em seguida, reafirma que estimula os seus aliados a apresentarem nomes e que postulem posições em sua possível recandidatura em 2024, mas que só decidirá sobre eleição no próximo ano. No entanto, o prefeito lembra da sua capacidade de agregar alianças que o permitiu a ter um grupo vasto de aliados na sua candidatura ao Palácio Thomé de Souza em 2020.

    “Política a gente vai fazer no ano que vem. Eu pedi a todos os meus aliados, todos os partidos têm o direito, é justo, é legítimo que faça, eu os estimulo que coloquem suas pretensões, coloquem os seus nomes, mas no momento certo, nós vamos sentar e discutir. Eu tenho certeza de que o que mais nos move é ver a nossa cidade pujante, a nossa cidade crescendo e se desenvolvendo. Seja O PDT, seja o Republicanos, o PSDB, os partidos que estão na minha aliança e outros que podem vir, nós vamos ter essa capacidade de dialogar. Eu lembro sempre, eu sou da política, me formei na política, eu fiz em 2020, sem ser prefeito, a maior aliança do Brasil, fui o prefeito no Brasil que mais teve apoio partidário. Tenho conversado com todos, esse diálogo é permanente, mas sobre as decisões, sobre as composições, vamos deixar para o ano que vem. Deixa o prefeito poder dedicar mais energia, mais tempo até poder apresentar e ter ideias como essa que nós apresentamos hoje pela manhã”, defende.

    Encontro com Geraldo Júnior

    Perguntado ainda pelo bahia.ba sobre o encontro que teve com o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), seu ex-aliado político, e com o presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), na mesma semana que Muniz bateu o martelo em dizer que apoiará a reeleição de Bruno Reis no próximo pleito municipal, o prefeito disse que não houve “saia justa”, mas um encontro de amigos.

    O encontro se deu no Fórum do Comércio 2023, realizado pela Fecomércio, na Casa do Comércio, em Salvador.

    “Ontem foi um encontro de amigos, que sempre têm essas ocasiões em eventos públicos. Todos sabem, mesmo depois que o vice-governador mudou a posição política dele, em nenhum momento, nós nos agredimos, em nenhum momento, nós deixamos de ter uma relação como a que nós tínhamos. A gente precisa separar a vida política, a vida pública, das vidas pessoais e todos nós temos que ter a capacidade de nos colocar no lugar das pessoas e entender seus projetos, seus sonhos e o que as movem. Então, ontem, foi mais uma oportunidade, mas talvez pela posição de Muniz, tenha chamado mais atenção do que todas as outras. Todas as vezes que encontro Geraldo Júnior e que ele me encontra em eventos públicos o tratamento é o mesmo, a cordialidade é a mesma que nós tivemos ontem no evento da Fecomércio”, explica o chefe do Executivo soteropolitano.