Entidades lançam campanha por indicação de ministra negra e progressista para o STF

    Campanha ‘Ministra Negra no STF’ visa reparar desigualdade histórica, visto que a Corte só teve 3 ministros negros e 3 mulheres magistradas

    Foto: Carlos Moura/SCO/STF

    Com o objetivo de pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por indicação de uma ministra negra e progressista para o Supremo Tribunal Federal (STF), um grupo de entidades lançou a campanha “Ministra Negra no STF”.

    A campanha iniciada na última quinta-feira (31) direciona o pedido da população diretamente para os e-mails do Serviço de Informações ao Cidadão e da Secretaria Geral da Presidência. Nas primeiras horas mais de 11 mil mensagens foram disparadas.

    A iniciativa fortalece a mobilização dos movimentos negros brasileiros e busca reparar uma desigualdade histórica, visto que em 132 anos a Corte só teve três ministros negros e três magistradas mulheres, nunca tendo sido ocuparo por uma mulher negra.

    As movimentações em torno da campanha começaram antes mesmo da nomeação de Cristiano Zanin, ocorrida no início de julho, e os recentes posicionamentos conservadores dos ex-advogado de Lula serviram para aquecer o debate. Isso porque a ministra Rosa Weber tem aposentadoria prevista para este mês. Atualmente, ela e Carmen Lúcia são as únicas mulheres no Supremo.

    Além da pressão direta por e-mail, a coalizão em torno da campanha Ministra Negra no STF pretende entregar as assinaturas em mãos ao presidente, antes da tomada de decisão.

    Assinam a campanha a Coalizão Negra por Direitos; NOSSAS; Instituto de Defesa da População Negra; Mulheres Negras Decidem; Peregum – Instituto de Referência Negra; Observatório da Branquitude; Utopia Negra Amapaense; Coalizão Nacional de Mulheres; Girl Up; Movimento da Advocacia Trabalhista Independente; Lamparina; Instituto Marielle Franco; Mulheres Negras Evangélicas; A OAB Tá On; deFEMde; Juristas Negras; Instituto da Advocacia Negra; Perifa Conection e Geledés.