Jerônimo: não aceito que tentem desgastar imagem da segurança de olho em 2024

    O líder petista afirmou que não vai permitir qualquer afronta ou qualquer desgaste da Polícia Militar e Civil neste sentido

    Foto: Reprodução/Instagram

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT), ao reafirmar estar certo de que não há ambiente para ‘duvidar ou vacilar’ de que não é preciso intervenção federal na segurança pública da Bahia, diante da guerra de facção instalada em bairros isolados, assegurou durante o desfile da Independência do Brasil, que não aceitará que tentem “desgastar” a imagem da Segurança Pública de olho nas eleições de 2024, quando será disputada a prefeitura de Salvador.

    “Eu não trabalho com a perspectiva de cuidar da segurança pública de olho nas eleições. Se tem alguém cuidando desse tema, preocupado, querendo desgastar, pedindo cabeça de comandante, é uma irresponsabilidade. Nós não vamos permitir qualquer afronta ou qualquer desgaste da nossa Polícia Militar e Civil“, não hesitou em afirmar, durante coletiva de imprensa.

    O governador apelou ainda para que que as supostas pessoas que estão fazendo esse tipo de desgaste reconheçam o trabalho, a coragem e o compromisso da categoria. “Eu preciso é que pessoas que estão hoje fazendo esse tipo de desgaste, que reconheçam na Polícia Militar e na Polícia Civil a coragem, a desenvoltura e o compromisso de botar uma farda e ir para dentro dos bairros fazer a proteção da comunidade. Nossa ordem é essa: direitos humanos e uma Política Militar firme”, frisou.

    Segundo o governador, as polícias tem se antecipado e, inclusive, utilizado o sistema de inteligência para identificar as ações de facções criminosas no estado, e nos bairros da capital baiana.

    “No ato na segunda-feira ali na Federação, de pronto no sábado e no domingo a nossa inteligência já sabia e já estava de pronto. Tanto é que vocês da imprensa quando estavam transmitindo o ato, a polícia antes de vocês, da mesma forma no Engenho Velho de Brotas, uma ação contra grupos de extermínio e a PM entrou para proteger a comunidade acabou acontecendo um confronto, mas a orientação nossa não é essa, é que a gente possa buscar todos em vida, os reféns para devolvê-los a família, pro seu lar e até mesmo os criminosos para que através deles a gente possa, com a inteligência, detectar onde é que está a origem do envio, do mando”, disse.

    O mandatário lembrou ainda, quando enviou agentes de segurança no fatídico 08 de janeiro durante a invasão dos Três Poderes não se tratou se intervenção, mas de parceria.

    “Nossa ajuda não se tratou de intervenção ,e sim, de parceria, Nós enviamos homens e mulheres para ajudar no restabelecimento do quadro democrático e pacífico do nosso estado brasileiro. Agora, quando alguns arriscam falar dessa forma, lembra que a gente coloca a população em xeque, em risco de insegurança, não é bom para gente”, ponderou, reforçando, não se tratar de momento de se fazer qualquer pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com esse encaminhamento.