Ao defender nova política de segurança, Rui cita ‘erros’ da gestão Bolsonaro

    ‘Arma só traz morte e tristeza’, disse o ministro, que anunciou reunião conjunta com pastas da Justiça e Defesa, além da Abin para discutir controle de armamentos no país

    Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Depois de esquivar do tema, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), voltou a defender o controle de armas e ações conjuntas de segurança com a participação da União, estados e municípios para coibir a criminalidade.

    “O combate às organizações criminosas é um tema muito importante, ao mesmo tempo sensível e difícil. Teremos uma reunião com os ministérios da Justiça, da Defesa e a Abin para discutir temas voltados à segurança, inclusive a contenção de armamento pesado”, informou o petista, nesta terça-feira (26), por meio das redes sociais.

    “É necessário um esforço conjunto das forças federais, estaduais e até municipais, enxergando o papel das guardas municipais. Não podemos repetir os erros dos últimos quatro anos, quando houve um incentivo para que pessoas tivessem armas e munições”, pontuou Rui, aproveitando para tecer críticas à política de armas da gestão de Jair Bolsonaro (PL).

    Ao comentar sobre a escalada da violência no país, o ex-governador da Bahia citou ainda caso exposto em reportagem recente do Fantástico, que mostrou treinamento de guerrilha recebido por criminosos no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

    “Estamos falando de armamento de guerra que está nas áreas urbanas das nossas capitais. Bandidos estão sendo treinados com treinamento militar e estão enfrentando nossos policiais com armamento pesado, então é preciso planejamento para contenção dessas armas”, afirmou o ministro que é considerado braço direito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Arma só traz morte e tristeza. Por isso, é preciso pacificar e desarmar e isso será feito com a ajuda de um planejamento traçado por especialistas da Polícia Federal, Forças Armadas e outras entidades de segurança, além de investimentos nas áreas da educação, cultura e ciência”, concluiu Rui Costa.