Vereador grava vídeo para mostrar esgoto em mar do Rio Vermelho; desvio foi programado, diz Embasa

    Claudio Tinoco criticou o que chamou de "desastre ambiental" promovido pela concessionária, que fala em resíduo líquido com menor carga poluidora

    Foto: Valter Pontes/Secom

    O vereador Claudio Tinoco (União Brasil) usou as redes sociais para mostrar um esgoto oriundo do rio Lucaia sendo despejado ao mar da praia do Rio Vermelho, em Salvador. Na legenda do vídeo, Tinoco diz que se trata de um “desastre ambiental” promovido pela Embasa, concessionária de serviços de saneamento básico da Bahia.

    “Vim aqui pessoalmente ver essa operação da Embasa. Deste ponto está mantendo um rede visando reter, segundo a Embasa, resíduos sólidos. Vocês vão ver nas imagens o que está saindo  do canal que está chegando ao mar: esgoto in natura. Uma estrutura precária para tentar barrar apenas os resíduos sólidos. Essa é a realidade de uma ação desastrosa da Embasa, poluindo o mar de Salvador”, relatou.

    Procurada pelo bahia.ba, a Embasa disse em nota que o material escoado para a praia do Rio Vermelho foi um resíduo líquido com menor carga poluidora do que a do esgoto bruto. De acordo com a empresa, o desvio ocorreu após uma parada programada da Estação de Condicionamento Prévio (ECP) do Lucaia, entre as 18h de terça (3) até as 5h desta quarta-feira (4).

    “O esgoto bombeado pela estação até o emissário submarino foi desviado para o rio Lucaia, onde recebeu biorremediadores capazes de reduzir o forte odor e depurar parte da matéria orgânica. Na foz do rio, como o próprio vereador Cláudio Tinoco mostrou em sua publicação em rede social, redes de contenção retiveram o material sólido. Diante disso, o que foi escoado na praia do Rio Vermelho foi um resíduo líquido com menor carga poluidora do que a do esgoto bruto”, disse.

    Segundo a Embasa, elas foram as medidas mitigadoras de impacto da parada da estação alinhadas com os órgãos ambientais estadual e municipal.

    A concessionária afirma que opta por realizar manutenções programadas e preventivas regulares de modo a gerar o menor impacto possível. “Dessa forma, a empresa evita a incidência de paradas emergenciais cujos impactos não poderão ser adequadamente minimizados”, afirmou a empresa.