Deputado relata crise no Sisal e cobra secretário de Agricultura: saia do ar-condicionado

    “É inadmissível, nos dias de hoje, com tanta tecnologia e recursos, a nossa Bahia se limite a ser mera fornecedora de ‘commodities’", disse o parlamentar

    Foto: Reprodução/Redes Sociais (Instagram_@deputadomarcinhooliveira)

    Preocupado com a situação do Sisal, o deputado estadual Marcinho Oliveira (União Brasil) usou a tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para relatar a crise que a região vem enfrentando nesses últimos anos. Na oportunidade, o parlamentar relatou a escassez do produto e a redução nos preços. Marcinho alega que, até o momento, o governo não apresentou alternativas para o problema.

    O deputado também pediu que o secretário estadual da Agricultura, Tum, “saia do ar-condicionado”. Marcinho relata que “não existe uma proposta por parte dessa Secretaria para amenizar o problema dos produtores de Sisal”.

    “É inadmissível, nos dias de hoje, com tanta tecnologia e recursos, a nossa Bahia se limite a ser mera fornecedora de ‘commodities’. O Sisal ‘in natura’ não é nada mais do que isso. Precisamos urgente de investimentos em pesquisas e desenvolvimento. O Estado pode financiar pesquisas para melhorar a diversidade do Sisal que produzimos, mas tudo isso requer esforço”, pontua.

    De acordo com o parlamentar, a empresa chinesa BYD, que se prepara para se instalar em Camaçari, poderia absorver “os fios para fazer painéis e estofados dos veículos, por exemplo”. Além disso, é “possível utilizar o Sisal na Indústria Civil e na alimentação de animais”.

    Também cobrou linhas de incentivos fiscais e de créditos, pois “não é nada fácil brigar com o mercado do plástico e da fibra sintética”. O deputado ainda sugeriu uma força-tarefa da ALBA junto com os deputados federais para contribuir em Brasília com uma alternativa.

    “Os produtores de Sisal clamam por uma ação enérgica do Governo do Estado. Nasci e me criei na região. Sei da dificuldade. Meu pai botou palha em motor de Sisal. Sei do sofrimento que todos os meus irmãos do Sisal estão enfrentando. Precisamos que o secretário saia do ar-condicionado”, finaliza Marcinho Oliveira.