Brasileiros em Gaza recebem dinheiro do governo e compram comida em meio à guerra

    Produtos perecíveis, porém, não podem ser estocados por falta de energia para refrigerá-los

    A estudante brasileira Shahed al-Banna, de 18 anos, divulgou um vídeo nesta quinta-feira (26) informando que o grupo de pessoas com o qual está sitiada na Faixa de Gaza conseguiu comprar alimentos. Os itens foram adquiridos após o Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, enviar recursos em dinheiro.

    “A gente comprou farinha, óleo, azeite, feijão, arroz. Tem verduras, queijo e tal, e xampu”, diz a jovem.

    Segundo o jornal Folha de S. Paulo, todas as famílias brasileiras receberam aporte para fazer suas compras nos mercados locais. Produtos perecíveis, no entanto, não podem ser estocados por falta de energia para refrigerá-los.

    Os repasses são realizados em meio ao agravamento da situação no território. Nesta semana, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (Unrwa) alertou que pode ter que suspender sua ajuda humanitária na região, que inclui a distribuição de água e alimentos, por falta de combustível.

    Até terça-feira (24), o grupo que aguarda a repatriação junto ao Brasil totalizava 32 pessoas, das quais 22 brasileiras, 7 palestinos em processo de imigração e 3 palestinos que querem acompanhar seus parentes próximos.

    Do total, 16 estão na cidade de Khan Yunis (9 crianças, 5 mulheres e 2 homens) e outros 16, no posto fronteiriço de Rafah (8 crianças, 4 mulheres e 4 homens). O número anterior era de 28 pessoas, mas ele varia desde que o processo de retirada começou, há duas semanas, por entradas e desistências.