Itália não quer Bolsonaro? Avança lei que pode impedir ex-presidente de ter cidadania

    O texto foi aprovado em primeiro turno com 191 votos a favor e 6 contrários

    Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

    O parlamento da Itália avalia uma proposta de emenda de autoria do deputado Angelo Bonelli que pode fazer com que o ex-presidente Jair Bolsonaro perca a possibilidade de adquirir a cidadania italiana. O texto foi aprovado em primeiro turno na última quinta-feira (26), com 191 votos a favor e 6 contrários, e prevê a proibição de vistos permanentes para aqueles condenados por conspiração política e crimes contra o Estado.

    Para passar a vigorar, precisa passar por um segundo turno, que ainda não conta com previsão de quando irá acontecer. Durante sessão no parlamento, o deputado afirmou que pensou na emenda considerando o caso de Bolsonaro.

    “Quando estava pensando no texto da emenda, o caso Bolsonaro me veio à mente de forma imediata. A Itália não pode permitir que pessoas que tenham conspirado contra o Estado possam ter a cidadania reconhecida. Isso não faz bem para nossa democracia”, disse.

    Segundo a lei italiana, as pessoas podem reivindicar a nacionalidade se puderem provar que tiveram ancestrais italianos, sem qualquer limite geracional. O bisavô de Bolsonaro nasceu em Anguillara, no nordeste da Itália, portanto o ex-presidente e seus filhos são elegíveis para a cidadania por ascendência.

    Em janeiro deste ano, durante viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou a um jornalista, do jornal italiano Corriere Della Sera, que “Minha família é de Pádua. Pela legislação, eu sou italiano. Tenho avós nascidos na Itália. A legislação de vocês diz que eu sou italiano”.

    Após a declaração, Bonelli, filiado ao partido Verdi e Esquerda, pediu ao governo a não concessão a Bolsonaro a seus filhos, os classificando como “golpistas”.