Dos 43 vereadores de Salvador, apenas três não devem tentar reeleição

    Mangueira, Edvaldo Brito e Carballal não devem tentar renovar seus mandatos

    Foto: Valdemiro Lopes/ CMS

    Se depender do desejo dos atuais vereadores que compõem os quadros da Câmara de Vereadores de Salvador (CMS), a renovação não será grande no parlamento. Em levantamento feito pelo bahia.ba, dos 43 edis, apenas três não devem tentar a reeleição em outubro de 2024. Alfredo Mangueira (MDB), um dos quadros mais antigos da Casa, eleito por sete mandatos consecutivos [de 1992 até 2021], está na bolsa de apostas. Informações dão conta de que pela sua longa trajetória política já avaliza decretar sua aposentadoria.

    No início deste ano, após ter ficado na suplência na eleição de 2020, retornou à Câmara na vaga deixada pelo vereador e ex-presidente da Casa, Geraldo Júnior (MDB), que licenciou-se do cargo para assumir como vice-governador do estado da Bahia.

    No mesmo caminho estaria o jurista Edvaldo Brito (PSD), que completou 86 anos no dia 03 e outubro e está no terceiro mandato. Aliado a isso, foi prefeito de Salvador, vice-prefeito, também já ocupou as funções de secretário de Justiça, de Educação, de Saúde e de Assuntos Estratégicos no Estado da Bahia, além de secretário de Negócios Jurídicos do Município de São Paulo.

    Ainda no rol, estaria o vereador licenciado Henrique Carballal (PDT), eleito pela quarta vez consecutiva, mas que em março foi nomeado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), como presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e deve seguir no posto até o final do mandato do governador em 2026.

    “Não vou tentar renovar meu mandato. Vou continuar à frente da CBPM, trabalhando por uma Bahia melhor, ao lado do governador se, essa for a vontade dele [Jerônimo]”, admitiu Carballal.

    Mangueira e Edvaldo Brito não atenderam as ligações até o fechamento da reportagem.

    Enquanto isso, entre troca de partidos para se manterem no páreo, a disputa será acirrada entre as dezenas de parlamentares que buscarão ocupar os assentos  da CMS, em especial os que integram a base do prefeito Bruno Reis (UB), candidato tido como favorito à reeleição, ainda que não confirme.