‘Saco de maldades parece não ter fim’, diz ex-ministro sobre Temer

    Chioro elogiou a gestão de Solla quando foi secretário de Saúde da Bahia: "Reconstruiu o que já tinha sido destruído pelo carlismo"

    Ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, de azul, e deputado federal Jorge Solla (Foto: Evilásio Júnior / bahia.ba)

    O ex-ministro da Saúde no governo Dilma, Arthur Chioro, analisou a situação do Brasil após as novas medidas adotadas pelo governo interino de Michel Temer (PMDB) e a projeção para o futuro, em entrevista ao programa Uziel Tá na Área, com Evilásio Júnior, na Rádio Vida FM 106,1, nesta sexta-feira (17).

    “Eu não consigo imaginar como as prefeituras vão conseguir manter o que já é insuficiente. Vivemos um quadro delicadíssimo. Apesar de o [programa] ‘Mais Médico’ ter melhorado, ter saúde é essencial para o país. Temos inúmeras dificuldades. É um cenário inacreditável. O saco de maldades parece não ter fim. Quem vai pagar a conta é a população. Essa população que estava vislumbrando com o ‘Mais Médico’ e outras ações”, avaliou Chioro, que saiu do cargo em outubro de 2015, para dar mais espaço ao próprio PMDB.

    O ex-ministro elogiou a atuação do deputado federal Jorge Solla (PT) quando era secretário de Saúde da Bahia. “Foi um trabalho tão exitoso que foi referência para as outras secretarias estaduais de vários estados do país. Cansei de, quando era ministro, os secretários virem com problemas básicos, e eu falar: ‘Olha a experiência da Bahia, olha o que a Bahia já apresentou’”, disse.

    Segundo os dados de Chioro, o Sistema Único de Saúde gasta R$ 3 por habitante por dia – ou seja, R$ 1.095 por ano. “É sempre muito desafiador. Não tem sistema de saúde no mundo hoje gastando menos de 3 mil dólares por ano. O Canadá chega a 7 mil dólares. Os EUA passam de 15 mil dólares por habitante por ano. Aqui no Brasil é R$ 3. A gestão de Solla aqui, em oito anos, reconstruiu o que já tinha sido destruído pelo carlismo”, afirmou.