Em meio a crise no transporte, vereador insiste em ‘gratuidade para trabalhadores’

    "Nós, da bancada de oposição, queremos garantir que nenhum estudante ou trabalhador fique fora do sistema de ônibus por falta de dinheiro"

    Foto: Divulgação/Assessoria Augusto Vasconcelos
    Foto: Izis Moacyr/Bahia.ba

     

    O ouvidor-geral da Câmara Municipal de Salvador, vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), volta a criticar o prefeito Bruno Reis (UNião Brasil) pelo trato com o transporte público, e, em meio à crise, insiste na concessão de gratuidade “para os trabalhadores” no sistema de ônibus e metrô.

    “Milhares de pessoas deixam de usar os ônibus por falta de dinheiro para pagar a tarifa, o que irá se agravar com mais esse aumento unilateral. Precisamos resolver esse impasse implantando um sistema de passe livre, considerando o transporte como um direito e não como mero serviço. Nós, da bancada de oposição, queremos garantir que nenhum estudante ou trabalhador fique fora do sistema de ônibus por falta de dinheiro. Apresentaremos uma emenda para garantir o passe livre para nossa juventude chegar na escola”, diz Vasconcelos em entrevista ao bahia.ba.

    O vereador ainda rebate Bruno Reis em relação à aposta do prefeito sobre a aprovação do Projeto de Lei enviado à Casa pedindo subsídio para o transporte público de Salvador. “Não somos contra o subsídio, mas queremos que ele seja destinado para garantir a gratuidade do sistema de ônibus para a população mais pobre. Defendemos também transparência em relação ao custeio do sistema.”

    Augusto Vasconcelos ratifica suas críticas ao modelo de prestação de transporte público de Salvador, e cobra o pagamento da rescisão dos rodoviários que foram desligados da extinta CSN.

    “O modelo de concessão estabelecido pela Prefeitura foi desastroso, pois predominou a outorga onerosa, ou seja, privilegiou a lógica da arrecadação em detrimento do melhor serviço para a população. O fato é que esse modelo está em colapso, e não podemos ficar apenas com soluções emergenciais sem um debate mais amplo sobre o futuro do sistema de ônibus. Como ouvidor-geral da Câmara, tenho recebido diversas queixas sobre a extinção de linhas em vários bairros e a ineficácia do BRT. Enquanto isso, rodoviários desligados da CSN até hoje não receberam verbas rescisórias.”