Em meio a resistência da oposição, líder do governo fala em avanços para aprovar subsídio

    O presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB) antecipou por um acordo entre as bancadas mas, no entanto, frisou que quem pode garanti-lo são os líderes das mesmas

    Foto: Ingrid Correia / bahia.ba

     

    Em meio a resistências da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador, cujos discursos denotam para uma falta de entendimento, apesar de um acordo prévio para votação do Projeto de Lei nº 294/2023 encaminhado pelo Executivo Municipal, que trata do subsídio oferecido às empresas de ônibus no valor de R$ 205 milhões, sendo R$ 190 mi para os ônibus convencionais e outros R$ 15 mi para os micro-ônibus, o líder do governo, vereador Kiki Bispo (União Brasil) sinaliza para um avanço no diálogo nas últimas horas. Segundo ele, a expectativa é de um acordo, ‘para, quem sabe, hoje à tarde, votar um projeto tão importante para a cidade’.

    “A nossa expectativa tem sido a melhor possível, até porque essa tem sido a marca dos projetos do Executivo: uma ampla discussão. Portanto, acredito que o momento em que se passa o transporte público requer essa sensibilidade. Requer, de fato, que o diálogo seja construído e, eu acredito que avançamos muito nessas últimas horas e, poderemos, quem sabe, hoje a tarde, votar um projeto importantíssimo para a cidade de Salvador”, frisou em conversa com o bahia.ba.

    Reforçando, o presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB) antecipou por um acordo entre as bancadas mas, no entanto, frisou que quem pode garanti-lo são os líderes das mesmas.

    Na bancada contrária, o que se vê é uma falta de consonância. Se por um lado há os que questionem a falta de transparência do impacto financeiro que o subsídio e a elevação da tarifa em vigor antes de passar pela Câmara podem ocasionar aos cofres públicos, há os que que avaliem ascensões, progressos na proposta.

    A líder da oposição,  Laina Crisóstomos (PSOL), do mandato coletivo “Pretas por Salvador”, por exemplo, dentre outras críticas, defende  a tese de que a tarifa não poderia ser majorada antes de o pedido chegar a Casa.

    De acordo com Projeto de Lei, “o subsídio orçamentário terá sua vigência a partir da publicação [no máximo, 31 de dezembro de 2024], e se dará mediante compensação financeira enquanto perdurar a eventual existência de déficit tarifário que vier a ser encontrado.