Desfile de blocos afro em festival valoriza entidades não apenas no Carnaval, diz Tourinho

    Secretário de Cultura de Salvador diz ter boas expectativas diante do novo formato à parte da folia momesca

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    O desfile de blocos afro e afoxés no próximo sábado (25), no Centro Histórico de Salvador, é uma estratégia para valorizar as entidades negras não apenas no Carnaval. A afirmação foi feita por Pedro Tourinho, secretário municipal de Cultura, ao falar sobre as atrações da 2ª edição do Festival Salvador Capital Afro, que começa nesta quarta-feira (22).

    “Todos os dias da semana tem um bloco afro tocando no Centro Histórico. Nossa relação está cada vez mais intensa, como eu falei no Carnaval do ano passado. Nossa relação com os blocos afro é o ano inteiro. Mas esse evento é uma estratégia para valorizar os blocos afro no Carnaval e também no Carnaval”, declarou Tourinho ao bahia.ba antes da abertura da programação, no Espaço Cultural da Barroquinha.

    Embora seja o primeiro ano, o secretário diz ter boas expectativas no formato à parte da folia momesca. “Estamos ansiosos para saber como vai ser a movimentação. É a primeira vez que esses blocos vão sair fora do Carnaval. A gente espera que seja um primeiro ano de muita tranquilidade, muito axé. E que seja o início de uma história que perdure”, disse Tourinho.

    O desfile dos blocos afro terá dois pontos de concentração — um na Rua Chile e outro na avenida Sete de Setembro, nas imediações da Casa D’Itália. A praça Castro Alves marcará o ponto de encontro das agremiações.

    Segundo prefeitura, o festival visa estimular o desenvolvimento da economia criativa, valorizar os talentos negros locais e potencializar o protagonismo da cidade no segmento do afroturismo.