Valmir defende Wagner por voto em PEC que limita STF, mas diz que PT na Câmara deve votar não

    ‘Lógico que na Câmara a tendência do PT é votar não, até porque a Gleisi [Hoffmann] já tinha falado sobre isso’, disse o deputado baiano

    Foto: Gabriela Araújo / bahia.ba

    O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) minimizou o estrago causado pelo controverso voto do senador Jaques Wagner (PT-BA) a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita poderes do Supremo Tribunal Federal (STF), mas garantiu que na Câmara dos Deputados a bancada do PT seguirá a orientação do partido, contra o projeto.

    “Existiu uma polêmica sobre o voto do senador Jaques Wagner, porque o PT fez uma orientação de não e Wagner votou sim. Eu acho que ele, enquanto líder do governo, acredito eu, que ele tem toda autonomia de debater, discutir esse assunto, até porque a maioria do Senado, as principais lideranças, votou sim”, disse o parlamentar em conversa com a imprensa, nesta segunda-feira (27), durante agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, em Salvador.

    “Então ele, como tem sintonia com a maioria dos senadores, acredito que ele tomou essa decisão justamente por isso”, acrescentou o petista, na tentativa de justificar o posicionamento de Wagner.

    Após a aprovação no Senado, Valmir Assunção prevê que a PEC enfrentará mais dificuldade para avançar, ao menos entre os deputados petistas. “Lógico que na Camara a tendência do PT é votar não, até porque a Gleisi [Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT] já tinha falado sobre isso. E nós da bancada do PT vamos seguir a orientação do PT”, afirmou.

    Na última quinta-feira (23), Gleisi classificou como um “erro” o voto do senador Jaques Wagner (PT-BA) a favor da PEC que limita decisões individuais no STF. “Eu considerei o voto do Jaques um erro, e vamos tentar agora na Câmara fazer as articulações pra não deixar essa PEC prosperar”, disse ela.

    “Nós achávamos que aquilo não era oportuno de ser discutido, e que na verdade servia aos interesses da extrema-direita que queria que a investigação sobre os atos antidemocráticos não acontecessem, não chegassem nos devidos culpados. Então nós sempre tivemos posição clara. Ontem o PT votou claro, votou contra”, completou.