Senadora defende ‘regulamentação com regras rígidas’ para cigarros eletrônicos

    Soraya Thronicke (Podemos-MS) defendeu a aprovação de medidas que estabeleçam regras rigorosas para a comercialização de cigarros eletrônicos

    Foto: Agência Senado

    A aprovação de medidas que estabeleçam regras rigorosas para a comercialização de cigarros eletrônicos no país foi defendida pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Durante pronunciamento, nesta quarta-feira (29), Soraya lembrou que já existe um projeto (PL 5008/2023) em tramitação na casa, de autoria dela, que cria regras para produção, comercialização, fiscalização e propaganda dos cigarros eletrônicos.

    Segundo a parlamentar, é preciso atenção a origem dos produtos que são consumidos no país, sem controle das agências de fiscalização. “Eu comecei nessa jornada por uma preocupação especial, uma preocupação de mãe. Eu estou preocupada com o que os nossos filhos. Já são mais de seis milhões que estão consumindo. São jovens e são adultos que estão usando produtos contrabandeados, falsificados, que vêm de milícias, de comércios clandestinos, mas que tomaram as ruas, lojas e locais de todo o país com um ar de legalidade que não existe e que faz vítimas na nossa população”, frisou.

    A senadora destacou casos emblemáticos, como o da cantora Solange Almeida, que declarou ter sofrido lesões nas cordas vocais e nos pulmões devido ao uso de cigarros eletrônicos. A parlamentar mencionou exemplos de países como Canadá, Reino Unido, Suécia, Nova Zelândia e Estados Unidos, onde os cigarros eletrônicos são reconhecidos como uma alternativa “menos danosa” aos tradicionais, mas existe uma fiscalização rigorosa a fim de evitar a comercialização de produtos falsificados.

    “No Brasil, a proibição tem, exatamente, esse efeito: cria um ambiente em que cada um faz o que quer. Basta jogar no Google e procurar ‘comprar cigarro eletrônico’. Nós estamos falando (dados ainda de 2019) de R$ 5 bilhões, em impostos, que são perdidos e que poderiam estar gerando recursos para financiarmos o SUS”, enfatizou.