Tem tudo a ver com nossa política de governo, diz Joazeiro sobre pesquisa de doença falciforme

    Titular da SECTI aponta que não existe mercado suficiente para bancar um investimento privado que justifique a formulação de medicamentos ou de tratamentos

    Foto: Lucas Franco/bahia.ba

    Em entrevista ao bahia.ba nesta quinta-feira (30), durante lançamento do edital para apoio à pesquisa científica, tecnológica e/ou de inovação em doenças e agravos prevalentes na população negra, com ênfase em doença falciforme, o titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), André Joazeiro, afirmou que apoios deste tipo de pesquisa são fundamentais para o tratamento da anemia falciforme.

    “A doença falciforme é uma doença que, primeiro, é uma doença negligenciada. O que é que é doença negligenciada? Não existe mercado suficiente para bancar um investimento privado que justifique a formulação de medicamentos ou de tratamentos, então isso faz com que o governo precise interferir financiando pesquisas porque o mercado privado não vai fazer investimentos nesse tipo de doença, porque não aflige todo mundo, aflige basicamente a população negra, e aí a Bahia tem majoritariamente a população negra e com condições financeiras de uma classe mais pobre, e aí você precisa bancar essa pesquisa.”, afirma Joazeiro.

    Ainda segundo o secretário, esta não é a primeira vez que o governo do estado adota medidas voltadas para este público. O titular da SECTI ainda aponta que esta é uma ação integrada entre várias secretarias

    “Então a gente está no terceiro edital, tem tudo a ver com nossas políticas raciais, enfim, com a política de governo de tratar essa população negra de uma forma diferenciada, oferecendo serviço, oferecendo tratamentos, enfim, tecnologia. Todas as políticas públicas chegando nessa população mais pobre, que hoje é majoritariamente negra… a população feminina, enfim. E aí o governo está fazendo a sua parte. A FAPESB nesse caso está formando uma parceria com a Secretaria da Saúde para fazer mais uma pesquisa, para avançar nas pesquisas da doença falciforme. Essa é uma pauta da FAPESB, SECTI, SESAB e SEPROMI. São as secretarias que cuidam dessa pauta da doença falciforme de alguma forma”, acrescenta André Joazeiro.