Comissão aplica ‘censura ética’ a ex-ministro de Bolsonaro por atacar Lula

    Em novembro de 2021, Gilson Machado recorreu às redes sociais para xingar Lula de “cabra safado, ex-presidiário e cachaceiro”

    Foto: Reprodução / Facebook

    A Comissão de Ética Pública da Presidência aplicou a punição máxima a Gilson Machado, ex-ministro de Turismo de Jair Bolsonaro, por ofender Lula. Na decisão, os conselheiros do colegiado ainda deram um puxão de orelha no sanfoneiro afirmando que “liberdade de expressão não é absoluta”. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

    Em novembro de 2021, Gilson Machado recorreu às redes sociais para xingar Lula de “cabra safado, ex-presidiário e cachaceiro”. À época, Machado postou que o governo estava “dando o sangue para reconstruir a imagem do Brasil, arrasado por anos de corrupção” enquanto o “cabra safado, ex-presidiário e cachaceiro lambia bota de Europeu e difamava a nação”. Ele se referia à viagem de Lula à Alemanha, Bélgica, França e Espanha.

    A censura ética é uma espécie de mancha no currículo do servidor público e é considerada a penalidade mais grave que pode ser aplicada a um ex-ministro. Essa mancha dura por três anos e pode impedir, por exemplo que o servidor seja contratado pelo governo federal neste período.