Viúva de Cleriston pede que Moraes cumpra pena de 31 anos por morte de ‘patriota’

    Em um documento protocolado à PGR, Edjane Cunha afirma que o ministro cometeu “maus-tratos em modalidade qualificada, abuso de autoridade e tortura”

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A viúva de Cleriston Pereira da Cunha, Edjane Cunha, pede a perda do cargo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após o então companheiro falecer após passar mal no presídio da Papuda. O advogado da família do “patriota” pede que o magistrado cumpra de 10 a 31 anos de prisão. 

    No documento, protocolado na quarta-feira (6), é afirmado que Moraes cometeu “maus-tratos em modalidade qualificada, abuso de autoridade e tortura”. É citado também que o ministro teria violado cerca de 32 dispositivos legais por manter Cleriston preso por dois meses após o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) à soltura do detento. 

    “Incorre o ministro Alexandre de Moraes na pena de reclusão de 10 anos e 11 meses a 31 anos e 11 meses mais a perda definitiva do cargo de Ministro e o respectivo impedimento para exercer a Magistratura depois de cumprida a pena privativa de liberdade, que deve ser iniciada em regime fechado”, diz um trecho do texto.

    Na representação, a viúva de Cleriston alega que o marido “sequer conseguia caminhar para os banhos de sol” e que Moraes assumiu “conduta omissiva dolosa” por não considerar o laudo médico do detento. 

    Edjane Cunha pede que a PGR formalize a denúncia contra Alexandre de Moraes junto ao Supremo, em caso inédito que seria julgado pela própria Corte.