Após Geddel Vieira Lima sugerir apoio do MDB à candidatura de Antônio Brito (PSD) à Prefeitura de Salvador e gerar especulações em torno de uma suposta retirada do nome de Geraldo Júnior (MDB) da disputa, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) descartou qualquer mudança no cenário eleitoral da capital por parte da base governista.
“Eu não recebi nenhuma comunicação de nenhum partido, inclusive o presidente do MDB, o Futuca, não me registrou nada, nem outro partidos”, afirmou o chefe do Executivo baiano, nesta terça-feira (12), durante entrega viaturas e protetores balísticos para a Polícia Civil, após ser questionado pelo bahia.ba sobre a possibilidade de seu vice retirar a pré-candidatura ao posto de prefeito de Salvador.
“Eu não tava sabendo, mas não tive nenhuma comunicação, pra mim continua firme todos os nomes postos”, salientou Jerônimo, segundo o qual ainda estão no páreo nomes como os dos deputados estaduais Olívia Santana (PC do B) e Robinson Almeida (PT); de Geraldo Júnior; do deputado Antônio Brito (PSD) e da deputada Lídice da Mata (PSB), a quem ele classifica como “um nome natural” ao posto, visto que ela já comandou o Executivo soteropolitano.
“Olha, tem gente que sofre quando, num momento como esse, num painel político, alguns tem candidatos a mais ou outros não têm candidatos. Eu não sofro com isso, nós temos um plantel de nomes hoje qualificados”, argumentou o petista, que diz estar “fazendo um desenho com muita tranquilidade” e afirmou que a decisão do candidato da base não é algo simples.
“Não é chegar ali na Sorveteria da Ribeira e dizer, ‘eu quero quero um de cajá’. Não, não é assim, nós estamos fazendo isso com responsabilidade, porque o nome escolhido será o nome amparado por todos os partidos, será o nome que a sociedade saberá que nós, quando indicamos nomes, nós indicamos pra concorrer duas frentes, a eleitoral e a política. Às vezes a gente ganha na política e perde o eleitoral, às vezes a gente ganha nas duas e eu quero ganhar nas duas”, explicou o governador da Bahia.
Jerônimo Rodrigues reforçou ainda que não irá ceder a eventuais pressões e afirmou que a articulação do grupo não se dá com vistas apenas em Salvador, mas também para os 417 municípios baianos. “Nós vamos fazer uma disputa séria. Então, uma disputa séria para um município importante como Salvador, não é por qualquer tipo de palavra que vá pressionar a gente a tomar decisão, decisão firme, decisão de casamento. Ninguém toma decisão de namorar, noivar, e olha pra outra. Namorar até vai, noivar até pode, mas casar, botou aliança no dedo a gente tem que às vezes engolir alguns sapos pra construir a felicidade”, disse o governador, comparando a formação da chapa ao matrimônio.
“Eu não estou com a cabeça apenas em Salvador. Nós temos 417 municípios. Quando o meu partido prioriza um município ou outro, ele não vem só discutir Salvador. Quando bota o tablado na mesa, a gente discute Salvador, Feira, Conquista, Barreiras, Porto Seguro, Teixeira… Não é tirar um e resolve. Não é assim, nós estamos discutindo a política estadual”, pontuou o petista, que lembrou ainda da importância de eleger quadros alinhados para o Legislativo.
“Eu também estou com a preocupação com a chapa, eu tenho que me preocupar em eleger uma prefeita ou um prefeito e um bom time de vereadores”, disse Jerônimo, que citou as dificuldades de Dilma Rousseff (PF) em sua passagem pela Presidência, para defender uma maior articulação em torno de candidaturas viáveis para as Câmaras Municipais. “Olha o que aconteceu conosco, todo mundo botou o olho em Dilma e não tínhamos um Congresso com o alinhamento político”, alertou.

