Em delação, Odebrecht admitirá que controlava caixa 2 para Dilma

    De acordo com a Folha de S. Paulo, o executivo vai relatar que teve uma conversa com a presidente afastada no México, em 26 de maio de 2015

    O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, vai assumir, no acordo de delação que negocia com procuradores da Operação Lava Jato, que controlava pessoalmente os recursos legais e ilegais que irrigaram as campanhas presidenciais de 2010 e 2014, que levaram Dilma Rousseff à Presidência da República.

    De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o executivo vai relatar que teve uma conversa com a presidente afastada no México, em 26 de maio de 2015, quando teria alertado que os investigadores da Lava Jato estavam prestes a descobrir os pagamentos ilícitos que a Odebrecht fez ao marqueteiro João Santana na Suíça, mas segundo ele, a petista não deu atenção.

    A conversa ocorreu 24 dias antes de Marcelo ser preso pela Polícia Federal — a prisão preventiva completou um ano no último domingo (19). O ex-presidente da Odebrecht chegou a tratar de pagamentos ao PT com representantes do partido, em sua casa no Morumbi, na zona sul de São Paulo.