Governador compactua de sentimento de Wagner sobre crescimento de emendas e atribui a Bolsonaro

    Jerônimo avaliou que as emendas enfraquecem setores estratégicos de governo

    Foto: Reprodução, Twitter/Jaques Wagner

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) compactuou do sentimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) em relação a um “crescimento absurdo das emendas parlamentares impositivas com execução obrigatória que é uma anomalia do sistema”. Segundo o mandatário estadual, colocar um volume de emendas tão grande acaba prejudicando uma orientação de decisões políticas porque nem sempre são dirigidas ao interesse geral. Mais além, Jerônimo avaliou que as emendas, fortalecidas no governo Jair Bolsonaro (PL) com o orçamento secreto, enfraquecem setores estratégicos de governo.

    “O que Wagner falou é o sentimento de todos os gestores nacionais. É ruim para o presidente Lula você pulverizar as emendas, você colocar um volume de emendas tão grande porque acaba prejudicando uma orientação de decisões políticas porque nem sempre essas emendas são dirigidas ao interesse geral. Então, se nós temos interesse agora em fortalecer a Segurança Pública essas emendas todas não serão destinadas ao setor, se existe um consenso entre o presidente e os governadores, por exemplo, em investir em infraestrutura, como é o caso do PAC, nem todos esses investimentos são dirigidos para pontes, estradas, rodovias e acaba diluindo e enfraquecendo orientações estratégicas”, avaliou, complementando entender haver um prejuízo.

    “Aconteceu uma cultura muito forte nos últimos períodos de emendas parlamentares, inclusive, com o conceito de emendas secretas e, atribuo ao governo anterior [Jair Bolsonaro], ao fortalecimento que ele deu a isso, mas que fazendo essas correções, que não dá para ser a curto prazo, mas temos que pactuar e o presidente Lula faz isso muito bem. Aqui na Bahia a gente até coloca as emendas obrigatórias com um valor para a saúde, educação e combina os equipamentos a entregar”, criticou.