Valmir diz ver como natural Congresso derrubar veto de Lula à desoneração e minimiza atritos

    ‘É com esse congresso que nós temos que conviver e não cabe aqui reclamar’, disse o deputado federal do PT

    Foto: Jorge Jesus / bahia.ba

    Deputado federal por quatro mandatos consecutivos, o baiano Valmir Assunção (PT) minimizou eventuais atritos entre o Legislativo e o governo federal, após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia.

    “Primeiro eu acho, na verdade, natural o Congresso ter derrubado. Digo isso porque eu sou daqueles que acho que a decisão do presidente Lula teria que ter sido dialogada, debatida com o Congresso Nacional, até porque foi uma matéria votada pelos deputados e senadores. Lógico que quando chegasse no Congresso iria votar pela derrubada do veto mesmo sabendo que isso tem um impacto financeiro grande”, disse o petista, nesta quinta-feira (11), na concentração para o cortejo da Lavagem do Bonfim, em Salvador.

    Apesar das discordâncias, Valmir afirmou que o veto não maculou a relação entre os Poderes e lembrou que o governo não tem maioria. “Acredito que a relação que o presidente Lula construiu ao longo deste período com a Câmara e no Senado permitiu ele aprovar uma série de medidas importantes como a reforma tributária, as regras fiscais, uma série de medidas importantes para o povo brasileiro que foi aprovado, mas, lógico, o presidente tem na Câmara de esquerda em torno de 140 deputados, a maioria dos deputados são bolsonaristas, são aqueles e aquelas que ao longo dos últimos quatro anos trabalharam pra dar o impeachment da presidente Dilma, uma parte de deputados são esses”, pontuou o deputado.

    “É com esse congresso que nós temos que conviver e não cabe aqui reclamar. O povo elege presidente Lula tem que dialogar cada vez mais com esse Congresso, o presidente Lula tem uma relação boa com todas as lideranças, mas cada deputado hoje, eu digo, que é um partido político, então, diante disso tem a dificuldade quem se enfrenta na Câmara. Se fosse simples e fácil não precisaria do presidente Lula”, acrescentou o baiano, citando como fruto da “capacidade” do mandatário a ações como a valorização do salário mínimo, diminuição do custo de vida e a melhora da imagem do Brasil internacionalmente. “Isso mostra que a política dele tá certa, mas é uma relação que tem que ter muita capacidade pra enfrentar o Congresso Nacional hoje”, concluiu.