Governo pretende apresentar projeto para recompor corte de R$ 5,6 bilhões no orçamento

    A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que não será possível esperar o primeiro relatório bimestral do orçamento para não perder o “timing”

    Foto: Lula Marques / Agência Brasil

    O governo federal deve apresentar um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) perto do feriado do Carnaval para tratar sobre a recomposição do corte de R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão na Lei Orçamentária Anual (LOA). A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que não será possível esperar o primeiro relatório bimestral do Orçamento para não perder o “timing”.

    O PLN é uma proposição apresentada exclusivamente pelo Executivo sobre matéria orçamentária que será analisada pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO).

    “O próximo passo é definir em que momento vamos apresentar um PLN, se vamos aguardar ou não o relatório. Não precisa aguardar, senão nós podemos perder o ‘timing’”, afirmou a ministra a jornalistas em evento no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira.

    Outra medida citada por ela para recompor a verba é o corte de R$ 4,4 bilhões em despesas do Orçamento de 2024 devido à inflação ter terminado o ano abaixo do previsto na peça orçamentária. Segundo Tebet, todos os cenários possíveis serão apresentados à Junta de Execução Orçamentária (JEO).

    A ministra, contudo, negou qualquer pressão do Congresso Nacional por conta do corte feito. “Eles estão percebendo que, num primeiro momento, não tiramos deles para incorporar para nós, e, se nós fizermos, vai ser para recompor políticas públicas que de alguma forma foram cortadas do Orçamento e que interessam a eles também”, comentou.

    Tebet negou que a recomposição seja para “rechear PAC” ou obras de infraestrutura. “É para políticas públicas que eles (parlamentares) vão fazer, que eles fazem em suas bases, seja a bancada do governo, seja da oposição”, acrescentou.

    “Se a gente for recompor os R$ 5,6 bilhões, será com políticas públicas que, de alguma forma, foram desfalcadas diante no final do ano no Orçamento aprovado e nem eles nem nós tínhamos condições de organizar”, completou.