Dilma e aliados alinhavam proposta de novas eleições

    Os 10 senadores do PT fecharam questão e apoiam convocação de plebiscito para definir sobre eleição presidencial neste ano

    Proposta de novas eleições deve ser encampada por Dilma caso ela retorne à Presidência da República (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

    Nesta segunda-feira (27), às 19h, a presidente afastada Dilma Rousseff se reúne, no Palácio da Alvorada, com lideranças políticas ligadas e um grupo de juristas para amarrar juridicamente uma proposta de novas eleições para ser encampada por Dilma caso ela retorne à Presidência da República.

    Os 10 senadores da bancada do PT no Senado fecharam questão e apoiam integralmente a convocação de um plebiscito para a população brasileira decidir em relação à realização de eleição presidencial neste ano.

    O objetivo do encontro é conceber um formato com amparo constitucional para chamamento de eleições e apresentá-lo posteriormente a um grupo de 13 a 15 senadores que, na avaliação dos petistas, poderiam mudar o voto e apoiar o retorno de Dilma.

    De acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense, fontes petistas informaram que a articulação política no Senado está praticamente parada. Os obstáculos enfrentados, avaliam os aliados de Dilma, são bem maiores do que o imaginado. A primeira dificuldade apontada é que o presidente interino Michel Temer tem a caneta na mão. Foi assim que o peemedebista deu um passo para assegurar o voto do senador Romário (PSB-RJ) a favor do impeachment.

    Temer trocou o titular da Secretaria Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Ele nomeou para o cargo Roseane Cavalcante Freitas, indicada pelo político carioca.

    O outro obstáculo é a própria divisão do partido em relação ao chamamento de novas eleições. Parlamentares do PT afirmam que até a presidente está perdida em relação ao assunto. Reclamam que, até agora, faltando aproximadamente um mês e meio para a definição do impeachment no Senado, não há uma proposta clara, definida, e com amparo constitucional, para apresentar e tentar “virar” os votos.

    As pesquisas de opinião divulgadas até o momento foram consideradas ruins pelos petistas. Apesar de grande parte das pessoas rejeitar o governo provisório, a população indica que não quer o retorno de Dilma.

    Com informações do Correio Braziliense