Jerônimo retoma discurso de campanha do ‘tanto faz’ para rebater ACM Neto

    Governador, porém, não citou o aumento do ICMS

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    Ao rebater críticas do ex-prefeito ACM Neto (União) sobre aumento do ICMS, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) retomou discurso de campanha do “tanto faz” para se defender, sem citar a elevação do imposto. Ele se voltou para a época na qual, segundo ele, ACM Neto se definia sem padrinho político na disputa eleitoral de 2022, em que estavam no páreo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o atual, presidente Lula (PT). Segundo Jerônimo, se dependesse desse “tanto faz” que ACM Neto trabalhou, o líder petista não seria hoje o mandatário do país.

    “É importante é a gente fazer uma reflexão sobre o que significa o ‘tanto faz’. Que se tivesse acontecido como ele trabalhou, nós teríamos um outro presidente, e não Lula. Então, o tanto faz iria continuar, iria continuar nos números negativos que o Brasil tem de fome, de desemprego, de pobreza, afinal nem sempre os municípios. Ele [ACM Neto], que já foi prefeito, sabe. Não tem braço suficiente para resolver problemas sozinhos, se não for com a parceria da sociedade, com o Estado, com a União”, rebateu, insinuando que o secretário-nacional do União apoiou Bolsonaro.

    O governador disse ainda estar tranquilo sobre o trabalho realizado em sua gestão.

    “A receita do estado proporcionou a gente fazer uma agenda intensa. Eu tive, antes do final do ano, uma lei aprovada na Assembleia Legislativa que cria uma política estadual de combate à fome, o Bahia sem Fome. Nós temos agora a ferramenta para poder fazer aquilo que a gente pensa fazer. Na avaliação, ele reconhece o que o governo do Estado fez, que o governo trabalhou bastante. Diferente do que a gente fez no passado, quando a gente ficou na oposição no governo federal… Eu não vou ficar buscando motivações que não contribuam para esse momento”, esquivou-se.