Punido por assédio, ex-presidente da CBF sofre derrota na Justiça

    Rogério Caboclo havia sido afastado pela Comissão de Ética do Futebol Brasileiro por 21 meses

    Foto: Divulgação/CBF

    O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) suspendeu uma decisão temporária que permitia Rogério Caboclo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) condenado por assédio, participar de outras entidades esportivas. A informação é da coluna de Lauro jardim, do jornal O Globo.

    Caboclo havia sido afastado pela Comissão de Ética do Futebol Brasileiro por 21 meses, punição aplicada em 2021 por episódios de assédio moral e sexual. A penalidade foi ampliada depois para mais 20 meses e chancelada pelo Tribunal Arbitral.

    O ex-presidente da CBF conseguiu em janeiro uma liminar em primeira instância que interrompia as punições impostas a ele. Com isso, Caboclo poderia concorrer novamente a cargos eletivos no meio esportivo.

    Mas a desembargadora Mafalda Lucchese afirmou que “não se vislumbra que a sentença arbitral tenha violado qualquer dos incisos que autorizariam o reconhecimento de nulidade”, conforme questionava Caboclo.

    A magistrada também não verificou o chamado “perigo de dano”, que justificaria a liminar em caráter de urgência. Segundo ela, como não há previsão para nova eleição na CBF, o argumento do ex-presidente de que seria prejudicado por não poder participar do pleito não se sustenta.