Ex-aliados chamam Bolsonaro de covarde e classificam ato na Paulista como ‘Carnagado’

    ‘Corrupção, golpismo e descaso com a vida são o legado daquele que conheci nos bastidores do poder’, disse a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS)

    Foto: Reprodução / Instagram

    Antigos apoiadores, hoje rompidos com Jair Bolsonaro (PL), alguns parlamentares e ex-parlamentares condenaram o ato comandado pelo ex-presidente na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (25).

    Ex-deputada federal pela Bahia, Dayane Pimentel (União Brasil) classificou a manifestação como “Carnagado”, ironizou os participantes, apontou medo da Polícia Federal por parte do ex-mandatário e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e insinuou que as pregações do pastor Silas Malafaia e de Padre Kelmon foram pagas.

    “E depois de todo circo, usando cristãos e pautas religiosas para esconder sua face demoníaca, Bolsonaro continua INELEGÍVEL e com processos a responder. Já o Brasil segue buscando boas mudanças econômicas e sociais, segue dialogando com sua militância raiz, com pessoas de centro, com pessoas da direita racional e com pessoas independentes que querem um país longe das mãos de GOLPISTAS. Avante!”, concluiu a ex-parlamentar.

    A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), por sua vez, minimizou o tamanho do ato ao lembrar que “o Brasil é muito maior do que a avenida Paulista inteira lotada”, apontou as fragilidades da gestão Bolsonaro e citou outros aliados que foram abandonados pelo ex-presidente.

    “Corrupção, golpismo e descaso com a vida são o legado daquele que conheci nos bastidores do poder”, afirmou a parlamentar, que rompeu com Bolsonaro durante a CPI da Covid. “A exemplo de Major Olímpio, Julian Lemos, Dayane Pimentel, Júnior Bozzella, Gustavo Bebianno, dentre outros, também fui enganada e me decepcionei, mas logo quando percebi o engodo, tive a coragem de me retirar”, pontuou Thronicke.

    Citando os bolsonaristas presos por participação nos atos golpistas do 8 de janeiro de 2022, ela afirmou ainda que estar ao lado do ex-mandatário na manifestação “é ser cúmplice de crimes gravíssimos”.

    Ex-deputado federal, Julian Lemos (União Brasil-PB) endossou a fala de Soraya e classificou o ex-presidente como “canalha farsante” e “covarde”.

    “‘Por nossa liberdade’. Um canalha farsante, alguns urubus afim do seu espólio, e muitas, mas muita gente burra. Bolsonaro nega plano de golpe e fala em ‘passar a borracha no passado’. Covarde, covarde, covarde mil vezes covarde!”, disse o ex-parlamentar, mencionando falas do antigo aliado durante a manifestação.

    “Soraya Thronicke foi uma das que lutaram com muita coragem e verdade quando o inelegível fazia acordos para evitar a lava toga e blindar seus filhos. Se juntar os três filhos covardes do inelegível, não dá uma perna dela. O Brasil é maior do que a Av. Paulista”, disse Julian Lemos. “Alguém viu BolsoNero falar na liberdade de Daniel Silveira, Coronel Cid, Roberto Jefferson e tantos outros? Não que valham alguma coisa, mas ele não finge, o pela ‘liberdade’ é a dele. Tão frouxo que mandou o Profeta do caos Malacraia bater o Supremo porque ele não tem coragem”, concluiu.

     

    Veja as reações dos ex-apoiadores de Bolsonaro: