Roberto Campos Neto prega autonomia do BC após crítica de ‘ditadura monetária’

    Presidente do Banco Central disse que medida é um “passo natural” para o órgão; Gleise Hoffmann, presidente do PT, contestou proposta no fim de semana

    Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

    De acordo com uma reportagem do Metrópoles, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, voltou a defender a ampliação da autonomia da instituição, em evento realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), nesta segunda-feira (4). “Esse é um tema técnico, um passo natural”, disse, ressaltando que não queria “gerar ruído na mídia” ao abordar o assunto.

    O Metrópoles aponta que desde o fim do ano passado, tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 65/2023), que amplia a autonomia do BC. Se aprovado o texto, o órgão deixará de ser uma autarquia federal com orçamento vinculado à União. Nesse caso, o BC passará a ser uma empresa pública com autonomia financeira e orçamentária.

    Ainda segundo o Metrópoles, o debate, contudo, tem provocado forte polêmica – notadamente, entre integrantes do governo. No fim de semana, a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, criticou a medida, em postagem feita no X (ex-Twitter). A deputada federal afirmou que o projeto tem como objetivo “submeter o Brasil a uma ditadura monetária”.

    Na capital paulista, questionado por integrantes da Associação Comercial, Campos Neto observou que a autonomia do Banco Central tem “três dimensões”. Na operacional, ela já ocorreu. Agora, a ideia é avançar nas áreas administrativa e financeira, acrescenta o Metrópoles.