Fernando Haddad fala em versão reduzida do Perse com aval do Congresso

    Ministro da Fazenda disse que vai enviar, em regime de urgência, um projeto de lei (PL) com uma visão focada do programa de eventos

    Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
    Foto: Valter Campanato /Agência Brasil

     

    Segundo uma matéria do Metrópoles, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta terça-feira (5), que vai encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) com uma versão reduzida do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). A solução foi apresentada após reunião do ministro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários, na Residência Oficial da Presidência da Câmara.

    “Nós vamos encaminhar um projeto em relação a municípios e ao Perse com a discussão que foi feita junto aos líderes, que fizeram várias sugestões para enxugar aquilo que eles próprios reconheceram como um completo descontrole do programa”, afirmou Haddad a jornalistas, na frente do Ministério da Fazenda.

    O Metrópoles aponta que o projeto de lei será enviado em regime de urgência constitucional, para acelerar a tramitação. “Vai ser uma visão focada, eu diria, focada naqueles segmentos que ainda exigem algum cuidado”. De acordo com o titular da pasta econômica, houve mais de R$ 10 bilhões de renúncia fiscal com o Perse em 2022 e mais de R$ 13 bilhões de renúncia no ano passado, em 2023.

    “Isso é o que é informado pelo contribuinte, fora o que a Receita pode apurar em campo mediante fiscalização. Nem todo contribuinte que deixa de pagar um tributo informa por que está deixando de pagar aquele tributo. Isso é o que foi informado. Então, nós já atingimos a marca de quase R$ 25 bilhões do acordo e foi isso que eu levei à consideração do presidente Lira”, completa Haddad.

    Ainda segundo o Metrópoles, o ministroa também salientou que, das 11 mil empresas que aderem ao Perse, o faturamento em 2019, portanto, pré-pandemia, foi de R$ 146 bilhões. Já o faturamento em 2020, que foi o pico da pandemia, foi de R$ 101 bilhões. E o faturamento em 2022, foi de R$ 200 bilhões. “Portanto, nós já estamos em franca recuperação”, pontuou ele.

    “Tem uma série de inconsistências que foram amplamente reconhecidas pelos líderes, e aí fizeram sugestões de como blindar o programa para não haver esse tipo de sangria, e trazer para patamares que sejam suportáveis mediante compensações.”

    Questionado sobre qual será a medida compensatória para manter o programa em vigor, o ministro respondeu: “Isso a gente vai ter que ver depois. Primeiro, saber o tamanho que ele vai ficar, eu não consigo prever nesse momento”, complementa o Metrópoles.